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18 de Dezembro de 2018
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    Em entrevista ao Diário de SP, ANDIF alerta sobre o perigo do crédito rotativo

    O cartão de crédito ganha, a passos rápidos, posições na preferência dos brasileiros como forma de pagamento. Hoje, a proporção de cartões ativos em relação a toda a população do país é de 0,8. Isto é, para cada grupo de dez brasileiros existem oito cartões de crédito. São 152,2 milhões de plásticos para uma população de 189,9 milhões de habitantes. Cerca de 46% dos usuários são da classe C, com renda familiar que varia de cinco a dez salários-mínimos.
    O crescimento do enpidamento com o plástico também impressiona. Em maio, segundo a Serasa, as dívidas subiram 26%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em abril, o volume de débito já havia subido 14%.

    O perigo do rotativo

    O crédito rotativo é um perigo, principalmente para quem não está acostumado com essa forma de pagamento. Além disso, as operadoras aplicam taxas de juros exorbitantes, diz Donizét Píton, presidente do Instituto Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif).
    Em média, a taxa mensal do crédito rotativo pode chegar a 11% ao mês. Deixar de pagar o valor total da fatura é um péssimo negócio para o cliente.
    Por causa da taxa de juros, a quitação do pagamento mínimo, proposta na fatura, não é suficiente para abater o valor principal da despesa. Quem faz isso acaba pagando juros dos juros e vira uma bola de neve sem fim, diz Píton.
    O valor médio por transação com o cartão de crédito já é o maior nos últimos seis anos, segundo dados do Banco Central. Em 2004, o gasto com o cartão de crédito era de R$ 46. Hoje ultrapassa R$ 53.
    Para regulamentar o setor, o Banco Central (BC) deve pulgar até o fim do ano os tipos de tarifas que as operadoras poderão cobrar dos clientes.

    Empréstimo pode ser uma alternativa

    Para escapar da dívida do cartão antes que ela se torne incontrolável, a solução é fazer um outro empréstimo com taxa de juros menor.
    Não se pode perder tempo. Dívidas com cartão de crédito ou com cheque especial devem, quando possível, ser substituídas por uma operação com juros mais compatíveis com o bolso do consumidor, diz o economista José Dutra Viera Sobrinho.
    Usar o cheque especial para pagar o cartão pode ser um péssimo negócio, os bancos chegam a cobrar 13% de juros ao mês.
    O empréstimo pessoal tem juros de 6%. No consignado, a taxa média é de 3%.
    O controle deve começar na hora da compra. O cliente só deve usar o cartão de crédito se tiver certeza que poderá pagar o valor total na data do vencimento, diz Donizét Píton, da Andif, entidade de defesa do consumidor.

    Agência ANDIF
    Redação:
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